Loja da Seven-Eleven Japan planeja fechar aos domingos

O plano reflete a falta de mão de obra, disse o proprietário da franquia na província em Osaka

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Uma loja de franquia da Seven-Eleven Japan na província de Osaka planeja fechar aos domingos, com início no próximo mês, disseram fontes informadas em 23 de agosto.

O proprietário da franquia na cidade de Higashi Osaka e o lado da Seven-Eleven Japan realizaram uma reunião na loja na manhã de 23 de agosto após o dono ter notificado a empresas sobre o plano, disseram a fontes.

O plano reflete a falta de mão de obra, disse o proprietário, Mitoshi Matsumoto.

O lado da Seven-Eleven Japan disse a Matsumoto que o plano viola o contrato de franquias e que ele será encerrado se os planos forem implementados. A empresa então propôs enviar staff para manter a loja aberta todos os dias.

Em reposta, Matsumoto insistiu que donos de franquias deveriam ter permissão para decidir reduzir as horas operacionais e quando fechar.

Em fevereiro, a loja de Higashi Osaka fechou entre a 1h e 6h sem obter permissão da empresa, provocando discussões sobre o bom senso das operações 24 horas em lojas de conveniência em meio à escassez de força de trabalho da nação.
Fonte: Portal Mie com Jiji

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Toyota faz parceria para acelerar criação de robôs domésticos

A montadora e a Preferred Networks realizarão uma pesquisa conjunta

robôs de serviço toyota
A Toyota tem planos de produzir ajudantes robôs para domicílios e contratou uma startup japonesa especializada em inteligência artificial para dar início ao projeto.

A maior fabricante de automóveis do Japão e a Preferred Networks, sediada em Tóquio, realizarão uma pesquisa conjunta para desenvolver os chamados robôs de serviço “capazes de aprender em ambientes de habitação típicos”, disseram as empresas em comunicados na quarta-feira.

As duas empresas já colaboram em veículos autônomos desde 2014.

Para o projeto anunciado na quarta-feira, a Toyota informou que forneceria uma dúzia de unidades do Human Support Robot, ou HSR, para a Preferred Networks.

As empresas cooperarão no desenvolvimento nos próximos três anos, incluindo compartilhamento de propriedade intelectual.

A Preferred Networks já está usando o robô como uma plataforma para seu avançado software de inteligência artificial. Em uma exposição em Tóquio no ano passado, o robô arrumou uma sala bagunçada, distinguindo lixo de toalhas sujas.

A Toyota trabalha com robôs de serviço desde 2004 e tem vários modelos em desenvolvimento. Mas o HSR é o que mais se aproxima de estar pronto para aplicações comerciais.
Fonte: Alternativa com Reuters

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Nissan vai cortar mais de 10 mil empregos no mundo, dizem fontes

O lucro líquido do grupo atingiu uma baixa de nove anos em 2018

nissan
A Nissan Motor planeja cortar mais de 10 mil empregos no mundo, como parte dos esforços para reverter seus negócios, disseram fontes da empresa na terça-feira (23). As informações são da agência de notícias Kyodo.

O corte adicional de empregos planejado pela Nissan vem depois da empresa ter anunciado em maio que reduziria sua força de trabalho global em 4.800 funcionários.

O lucro líquido do grupo Nissan atingiu uma baixa de nove anos no último ano fiscal, que terminou em março, atingida pelas fracas vendas de seus carros no mercado dos EUA, e a montadora japonesa previu que será quase reduzida pela metade no ano fiscal de 2019.

Além disso, desde a prisão em novembro do ex-presidente Carlos Ghosn por causa de supostos delitos financeiros, a Nissan vem se esforçando para reestruturar sua equipe de gestão e os laços com a Renault, seu maior acionista.

A redução adicional na força de trabalho, inclusive por meio de opções de aposentadoria antecipada, deverá ser anunciada pela montadora na quinta-feira (25), quando divulgar os valores dos lucros para o período de abril a junho deste ano.

Algumas fábricas na América do Sul e outras regiões onde a Nissan tem baixa rentabilidade provavelmente estarão sujeitas ao plano de redução, ao mesmo tempo em que podem tentar otimizar a produção no Japão.

Em março deste ano, a Nissan e suas empresas do grupo tinham cerca de 139 mil funcionários, de acordo com seu relatório financeiro.

A Nissan vem revisando a estratégia de negócios expansionista liderada por Ghosn, que construiu a aliança de três vias envolvendo a Renault e a Mitsubishi Motors e liderou um grupo que foi o segundo maior do mundo no ano passado em vendas de veículos.

No ano fiscal de 2018, a Nissan viu suas vendas globais de veículos caírem 4,4%, para 5,52 milhões de unidades, incluindo um declínio de 9,3% nos Estados Unidos, para 1,44 milhões de unidades, e uma queda de 14,9% na Europa, para 643 mil unidades.
Fonte: Alternativa

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Montadoras se unem à aliança da Toyota e SoftBank para veículos autônomos

Mazda, Suzuki, Subaru, Isuzu e a Daihatsu vão assumir uma participação na parceria

Monet
A joint venture de veículos autônomos do SoftBank e da Toyota receberá investimentos de mais cinco montadoras japonesas, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto.

Mazda, Suzuki, Subaru, Isuzu e a Daihatsu, unidade da Toyota, vão cada uma assumir uma participação de alguns por cento no empreendimento, disseram as fontes.

A parceria, chamada Monet, está desenvolvendo uma plataforma de serviços para veículos autônomos sob demanda e anunciou em outubro que recebeu investimentos da Honda e da subsidiária da Toyota, Hino Motors em março, deixando o SoftBank como o maior acionista, com 40,2% de participação, e a Toyota, 39,8%.

Quando a Honda e Hino se juntaram em março, o investimento total na Monet era de 2,5 bilhões de ienes (23,20 milhões de dólares). Não ficou claro quanto os cinco novos parceiros estão investindo no empreendimento.

A Monet se recusou a comentar sobre o investimento, que foi divulgado pela primeira vez pelo jornal Nikkei. Mazda, Suzuki, Subaru, Isuzu e Daihatsu também não se pronunciaram.
Fonte: Alternativa com Reuters

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Produção industrial se recupera e taxa de desemprego cai no Japão

Mas os analistas alertam que é cedo demais para haver otimismo

produção industrial recupera
A produção industrial do Japão se recuperou em abril, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31), mas as vendas no varejo cresceram em ritmo mais lento, sugerindo que tanto a demanda doméstica quanto a externa podem sofrer forte pressão quando a guerra comercial entre EUA e China se intensificar.

Os analistas alertam que é cedo demais para haver otimismo quanto à produção industrial do Japão, com as esperanças de uma resolução rápida para a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Somando-se à incerteza sobre a política comercial, as ações das montadoras japonesas caíram nesta sexta-feira após o governo Trump dizer que imporá tarifas sobre todos os produtos provenientes do México até que a imigração ilegal seja interrompida.

Muitas montadoras japonesas produzem carros no México para exportação aos Estados Unidos.

Os economistas também dizem que o governo do Japão e o banco central podem ser forçados a oferecer algum tipo de estímulo se as perspectivas de crescimento se deteriorarem ainda mais.

“Os dados não refletem totalmente o impacto da última rodada de aumento de tarifas nos EUA (sobre produtos chineses). A produção do Japão deve se ajustar mais para baixo no futuro”, disse Hiroaki Muto, economista-chefe do Tokai Tokyo Research Center.

“Se o iene aumentar, o Banco do Japão pode fazer algo com orientação futura ou compra de ativos, mas o estímulo fiscal normal não funcionará.”

A produção industrial subiu 0,6% em abril em relação ao mês anterior, mais do que a mediana das estimativas para um aumento de 0,2% e seguindo um declínio de 0,6% em março.

A produção foi impulsionada por um aumento na demanda de carros, peças de aviões e máquinas usadas para fazer telas planas, mostraram os dados.

O aumento da produção industrial deveu-se em parte ao fato de as empresas japonesas anteciparem a produção antes do feriado de Golden Week, que durou 10 dias entre o final de abril e o início de maio, disseram economistas.

No entanto, em um sinal mais preocupante, os estoques de semicondutores e peças eletrônicas subiram no ritmo mais rápido em sete meses, sugerindo que a fraca demanda nesse setor também pesará sobre a produção no futuro.

Fabricantes entrevistados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria esperam que a produção suba 5,6% em maio, mas caia 4,2% em junho, mostraram os dados.

A taxa de desemprego caiu para 2,4% em abril, ante 2,5% em março, e a relação entre empregos e candidatos ficou estável em 1,63.

Guerra Comercial
A tensão entre Washington e Pequim subiu acentuadamente no início do mês, depois que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, acusou a China de “ter renegado” suas promessas anteriores de fazer mudanças estruturais em suas práticas econômicas.

Mais tarde, Washington impôs tarifas adicionais de até 25% sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses, o que levou Pequim a retaliar.

Uma desaceleração na China prejudica o Japão porque muitos de seus fabricantes dependem da venda de maquinário pesado e peças eletrônicas para fábricas na segunda maior economia do mundo.

A economia do Japão no primeiro trimestre acelerou inesperadamente, mas a expansão surpresa foi causada principalmente por importações que caíram mais rápido do que as exportações, mostrando as demandas externa e interna fracas.

Dados separados mostraram que as vendas no varejo subiram 0,5% em abril em relação ao ano passado, menos que a mediana das estimativas para um aumento anual de 0,8%.

No entanto, houve uma desaceleração em relação ao aumento de 1,0% no mês anterior, uma vez que os consumidores reduziram os gastos com roupas e automóveis, sugerindo que as pessoas podem estar se tornando cautelosas antes do aumento do imposto sobre consumo de 8% para 10% em outubro.

“Não estamos vendo uma retomada nas compras de bens duráveis, o que sugere que os consumidores estão segurando os gastos”, disse Hiroshi Miyazaki, economista sênior da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities.

“O governo pode ter que estimular ainda mais após o aumento do imposto sobre vendas se a economia não melhorar”.

O índice de preços ao consumidor (IPC) de Tóquio, que inclui os derivados de petróleo, mas exclui os preços dos alimentos in natura, subiu 1,1% em maio ante o ano anterior, em comparação com um aumento de 1,3% em abril.

Uma desaceleração nas altas dos preços da eletricidade e do gás limitou os ganhos no índice, mostraram dados.
Fonte: Alternativa com Reuters

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Hello Work vai permitir busca por emprego sem precisar sair de casa

Mudanças visam um relacionamento mais efetivo entre candidatos e empresas

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A agência pública de empregos Hello Work vai criar em janeiro de 2020 um novo sistema de busca por vagas de trabalho, no qual os candidatos poderão fazer todos os procedimentos sem sair de casa, usando um computador ou um celular, informou a agência de notícias Jiji Press neste sábado (11).

A Hello Work irá disponibilizar um site onde os candidatos poderão consultar todas as ofertas de emprego, entrar diretamente em contato com a empresa contratante e negociar as condições de trabalho.

O candidato precisará se inscrever no site e poderá inserir seus próprios dados, como se fosse um currículo online. Dessa forma, as empresas que estiveram precisando de trabalhadores também terão acesso às informações das pessoas cadastradas para oferecer emprego, caso encontrem perfis com as qualificações exigidas.

As mudanças visam um relacionamento mais efetivo entre candidatos a emprego e empresas contratantes, disse um funcionário do Ministério do Trabalho responsável pelos escritórios da Hello Work.

Atualmente, existe um sistema de busca por emprego via internet, mas com uma quantidade limitada de informações sobre vagas disponíveis.

A Hello Work também vai ampliar os dados sobre os empregos e as empresas contratantes, colocando informações como condições de trabalho, medidas para combater o fumo passivo e forma de pagamento de horas extras, entre outras.
Fonte: Alternativa

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Japão tem novas regras para horas extras e férias remuneradas a partir desta segunda-feira

O governo espera que as mudanças melhorem as condições laborais

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Uma grande reforma trabalhista está entrando em vigor no Japão nesta segunda-feira (1) e o governo espera que as mudanças melhorem as condições laborais em um país onde o karoshi (morte por excesso de trabalho) se tornou um grave problema.

A reforma criou novas regras, incluindo limite de horas extras e concessão de férias remuneradas, os dois itens que mais afetam diretamente os trabalhadores.

Férias remuneradas
Pelas novas regras relacionadas ao sistema de férias remuneradas (nenji yuukyuu kyuuka / 年次有給休暇), o empregador será obrigado a pedir ao funcionário para tirar férias remuneradas de cinco dias ou mais por ano, caso ele tenha direito ao benefício.

Atualmente, o trabalhador precisa fazer o pedido e muitas empresas não avisam o funcionário dos seus direitos.

Ou seja, o empregador será obrigado a dar as férias, mesmo que o funcionário não faça a solicitação.

Segundo o advogado Nobuharu Nishikawa, do Serviço de Consultas Jurídicas de Osaka, a multa pode chegar a ¥300 mil por funcionário pelo não cumprimento dessa nova regra.

Mas a empresa também pode ser processada e seus responsáveis presos pela já existente Lei de Normas Trabalhistas, caso se recuse a conceder o benefício aos funcionários que fizeram o pedido, o que configura uma infração.

As férias remuneradas de no mínimo 10 dias por ano são um direito que todos os trabalhadores têm, mas nem todas as empresas concedem por diversos fatores, como falta de mão de obra ou porque os próprios funcionários não fazem a solicitação.

O benefício é concedido a partir de seis meses de trabalho e todos os empregados com mais 80% de frequência possuem direito ao descanso de 10 dias, período que vai aumentando um dia por ano até chegar ao limite de 20 dias.

As férias caducam em dois anos. Por exemplo, o benefício de 2018 perde a validade se o trabalhador não descansar até 2020.

Os japoneses aproveitam apenas 50% das férias remuneradas e estão abaixo de todos os 19 países consultados em uma pesquisa divulgada no ano passado pelo site de viagens Expedia Japan.

Horas extras
Com as mudanças, os trabalhadores não poderão fazer mais de 45 horas extras por mês ou 360 por ano (quando não é possível fazer a contagem mensal).

Segundo o Ministério do Trabalho, essa medida valerá para grandes empresas a partir de abril deste ano e para pequenas e médias empresas a partir de abril de 2020.

A legislação, no entanto, permite que as empresas estrapolem esse limite em casos especiais ou de emergência. Mas a reforma também colocou um limite nessas situações.

Nos casos especiais ou de emergência, os trabalhadores poderão fazer até 100 horas extras por um único mês (incluindo trabalho em dia de folga) ou 720 por ano.

O número de horas extras poderá passar de 45 até seis vezes por ano. Nesse caso, a média de horas extras trabalhadas não pode passar de 80 por mês (incluindo trabalho em dia de folga).

As empresas que ultrapassarem o limite de horas extras poderão ser punidas com multa de até ¥300 mil ou prisão dos responsáveis por até seis meses.

Antes das mudanças, não havia basicamente um limite quando a empresa alegava que tinha necessidade de aumentar a produção por algum motivo específico.

Novas regras para horas extras
Limite previsto na lei

45 horas extras por mês ou 360 por ano (com punição para as empresas infratoras).

Em casos especiais ou de emergência
100 horas extras por um único mês (incluindo trabalho em dia de folga) ou 720 por ano.

Média de até 80 horas extras por mês (quando o limite de 45 horas por ultrapassado mais de uma vez por ano, até um máximo de seis vezes). Por exemplo, se um trabalhador fizer mais de 45 horas extras por quatro meses no ano, em casos especiais ou de emergência, a média desses quatro meses não pode passar de 80.

Quando entra em vigor
A partir de 1º de abril de 2019 para grandes empresas e a partir de 1º de abril de 2020 para pequenas e médias empresas.

São consideradas pequenas e médias empresas:
Setor de comércio – capital inferior a ¥50 milhões ou menos de 50 funcionários
Setor de serviços – capital inferior a ¥50 milhões ou menos de 100 funcionários
Setor atacadista – capital inferior a ¥100 milhões ou menos de 100 funcionários
Setores de produção (fábricas), construção, transportes e outros – capital inferior a ¥300 milhões ou menos de 300 funcionários
Fonte: Alternativa

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