Executivo japonês defende regras mais frouxas para estrangeiros na indústria e construção

Akio Mimura considerou “grave” a falta de mão de obra no país
Akio Mimura
O executivo e presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Japão (JCCI), Akio Mimura, decidiu enviar ao governo japonês uma carta opinativa que pede a ampliação da atuação de mão de obra estrangeira no país.

Mimura, que já atuou como presidente da empresa de aço Nippon Steel & Sumitomo Metal, participou de uma coletiva de imprensa na quinta-feira (16), para explicar as ideias que serão sugeridas às autoridades do governo.

Segundo reportagem da NHK, Mimura defende um afrouxamento de regras que limitam a atuação dos estrangeiros residentes no país. Os técnicos e trabalhadores mais qualificados, por exemplo, estão proibidos de atuar em áreas de construção e produção, que precisam urgentemente de mais mão de obra.

“A falta de mão de obra é crescente e vem causando grandes problemas para a indústria. Não é uma situação que possa ser resolvida apenas com a maior atuação de mulheres e idosos”, explicou.

O executivo ressaltou ainda que 40% da mão de obra estrangeira é formada por estudantes de intercâmbio e estagiários. “A indústria encontra obstáculos para contratar os estrangeiros que possuem condições de suprir essa necessidade. É preciso ampliar as possibilidades de atuação”, defendeu.

A principal ideia de Mimura é ampliar a atuação dos estagiários e criar medidas para que a cultura e os costumes dos trabalhadores estrangeiros sejam melhor compreendidos.

No entanto, o programa de estágios do governo já vem enfrentando queixas e críticas relacionadas a exploração dos estagiários como mão de obra barata. A ampliação da atuação legal em setores de trabalho pode trazer ainda mais problemas para este sistema.

Os participantes do programa são, em sua maioria, cidadãos de países asiáticos que vem ao Japão aprender uma nova atividade laboral. No entanto, há inúmeras reclamações relacionadas a exploração, pagamentos baixos e péssimas condições de trabalho.
Fonte: Alternativa

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Sony eleva previsão de lucro operacional e espera recorde anual

Empresa faturou com sensores de imagem usados ​​em celulares e outros dispositivossony corporationA Sony elevou previsão de lucro operacional para o ano na terça-feira, apoiado em vendas elevadas de sensores de imagem usados ​​em celulares e outros dispositivos.

A empresa prevê lucro de 630 bilhões de ienes (5,57 bilhões de dólares) para o ano fiscal encerrado em março, ante 500 bilhões de ienes estimados há três meses. Analistas esperavam 585,8 bilhões de ienes, segundo a Thomson Reuters.

A nova previsão significa que a Sony está ultrapassando o recorde anterior de 526 bilhões de ienes de março de 1998, quando fortes vendas de produtos eletrônicos de consumo, incluindo seu primeiro console de videogames PlayStation, coincidiram com bilheteria elevada do filme “MIB: Homens de Preto”.

A Sony também disse que o lucro de julho a setembro saltou para 204 bilhões de ienes, ante 45,7 bilhões de ienes no mesmo período do ano anterior. O resultado é superior à estimativa média de 140,49 bilhões de ienes de 11 analistas.

A divisão de semicondutores, que inclui sensores, espera um lucro de 150 bilhões de ienes, aumento de 20 bilhões de ienes sobre a estimativa anterior e uma recuperação do prejuízo causado pelo terremoto de 2016.

Com a expectativa de diversificar fontes de receita, a Sony vem aumentando o investimento em inteligência artificial para alcançar as gigantes de tecnologia dos Estados Unidos, como Amazon e Alphabet.

A empresa também tem como objetivo liderar o mercado de realidade virtual (VR) com ajuda dos negócios de conteúdo do grupo, que incluem música e filmes.

O conglomerado japonês também está tentando entrar no lucrativo mercado automotivo, onde a demanda por sensores está aumentando à medida que um número crescente de veículos são montados com funções de condução autônoma.

A companhia revelou este mês o Xperia Hello!, um robô ativado por voz. A empresa também deve retomar os negócios com brinquedos robóticos como o cão-robô Aibo, lançado em 1999.
Fonte: Alternativa com  Reuters

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Nissan suspende produção no Japão após escândalo que causou recall de 1,2 milhão de carros

Falha fez com que veículos fossem liberados sem as inspeções finais. Erro persistiu em 3 das 6 fábricas no país, mesmo depois de ter sido percebido
nissan fabricaA Nissan anunciou nesta quinta-feira (19) que vai suspender toda a produção destinada ao mercado japonês, enquanto lida com um escândalo de inspeção crescente que já levou ao “recall” cerca de 1,2 milhão de veículos.

O anúncio foi feito semanas após a segunda maior fabricante japonesa admitir que equipes sem autorização adequada conduziam as inspeções finais em alguns veículos destinados ao mercado doméstico, antes que fossem enviados para as concessionárias.

Nesta quinta, ela disse que um terceiro investigador descobriu que a prática continuou em três das seis fábricas japoneses, mesmo após a tomada de medidas para encerrar a crise. O presidente culpou “velhos hábitos”.

“Você poderia dizer que é fácil parar pessoas que não deveriam inspecionar de fazê-lo”, disse o presidente da Nissan, Hiroto Saikawa, em coletiva de imprensa nesta quinta.
nissan-fabrica“Mas estamos tendo que tomar (novas medidas) a fim de interromper velhos hábitos que fizeram parte das operações rotineiras nas fábricas”.

“O que é necessário é fazer nossas pessoas perceberem que o que eles achavam que era ok, na verdade, é ruim”.

Neste mês, a Nissan anunciou o recall de cerca de 1,2 milhão de veículos produzidos e vendidos no Japão em 2014 e 2017 para reinspeção, após funcionários do governo descobrirem que algumas inspeções finais estavam sendo feitas por equipe não certificada para essa atividade.

A Nissan produziu 1,015 milhão de carros no Japão no seu último ano fiscal, até março, com cerca de 400 mil unidades vendidas no país.
Fonte: AutoEsporte com AFP

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Toyota, Mazda e Denso fundarão novas empresas de desenvolvimento de carros elétricos

Toyota, Mazda e Denso fundarão em conjunto nova empresa para acelerar o desenvolvimento de carros elétricos
toyota mazda denso
As empresas automobilísticas Toyota e Mazda, juntamente com a fabricante de peças de automóveis Denso, fundarão uma nova empresa para o desenvolvimento de carros elétricos. O objetivo do joint venture (empreendedorismo conjunto) é acelerar a produção de carros elétricos devido às previsões de expansão da demanda em meio ao aumento das regulamentações ambientais em todo o mundo, explicam as empresas. Os detalhes finais do joint venture ainda estão em discussão.

A Toyota e a Mazda ainda não haviam produzido massivamente carros elétricos, contudo, em agosto deste ano, elas concordaram em realizar aliança com envolvimento de capital e investimento mútuo de ¥50 bilhões, e estavam analisando os detalhes para promover o desenvolvimento de carros elétricos.

Segundo os responsáveis, as empresas consideraram que seria necessário acelerar a produção de ambas e anunciaram a fundação de uma nova empresa juntamente com a Denso, a maior fabricante de peças de automóveis.

As empresas pretendem apressar o desenvolvimento de peças que possam ser utilizadas em uma grande gama de automóveis para reduzir os enormes custos de produção e, em um momento posterior, expandir a aliança com outras empresas na área de automóveis elétricos.

Na China e na Europa, os maiores mercados mundiais de automóveis, as autoridades estão estudando a proibição da venda de carros movidos à gasolina para impedir a contaminação do ar, e renovando as medidas do “EV shift”, avanço na propagação dos carros elétricos.

Grandes empresas europeias e inclusive o grupo Nissan haviam anunciado a intenção de aumentar a produção de carros elétricos, mas o fato do principal grupo automobilístico ter entrado na jogada poderá movimentar o mercado e acirrar a competitividade entre as empresas.
Fonte: Portal Mie com NHK News

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Inscrições para curso de assistência a idosos com intérprete em Hamamatsu

Além da área de assistência, os alunos aprenderão sobre costumes trabalhistas e como preencher um currículo

curso cuidador de idosos
O governo da província de Shizuoka, através do Colégio Técnico de Hamamatsu, vai promover mais um curso intensivo voltado especificamente a estrangeiros para formar assistentes de idosos, a partir de 26 de outubro, em um período de quatro meses (74 dias ou 438 horas).

As inscrições começaram a partir da próxima segunda-feira (11) e podem ser feitas até 6 de outubro. Há vagas para somente 12 pessoas que forem aprovadas em um exame de seleção.

Só podem participar estrangeiros que estão procurando emprego e possuem cartão de registro do Hellowork. O curso terá aulas relacionadas à geriatria, comunicação com idosos, noções de saúde e outros assuntos.

Além da área de assistência, os alunos aprenderão sobre costumes trabalhistas e como preencher um currículo. Os professores são japoneses, mas os alunos terão a ajuda de intérpretes para poder acompanhar as matérias.

A prova de seleção será realizada no dia 12 de outubro, no Colégio Técnico de Hamamatsu, com leitura e escrita de hiragana e katakana, redação (propósito dos candidatos) e entrevista.

Já o curso será realizado em outro local, no Ohara Boki Jouhou Iryou Senmon Gakkou, também em Hamamatsu.

O curso em si é gratuito, mas o aluno precisará pagar o material didático no valor de ¥11.340, seguro de ¥500 a ¥900 e exame médico de ¥1.700. Outras informações podem ser obtidas em português pelo telefone 053-462-5602.
Fonte: Alternativa
curso de assistencia a idosos

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Japão: 70% das empresas de pequeno e médio porte amargam escassez de mão de obra

Os impactos causados pela escassez de mão de obra são grandes e a situação se agrava principalmente no setor de construção civil
escassez mão de obra

A Câmara de Comércio e Indústria Japão divulgou na segunda-feira, 31 de julho, o resultado de uma pesquisa realizada entre 3,5 mil empresas de pequeno e médio porte em todo o país.

Um grande número delas, 70,9%, informou que os impactos oriundos da escassez de recursos humanos são grandes. No setor da construção civil, a falta de recursos humanos tem sido um grande problema. Em 81,8% das empresas a situação é grave, levantou a pesquisa.

A pesquisa coletou de forma mais detalhada quais são os efeitos negativos desses impactos nas empresas.

Escassez impacta nas vendas e qualidade
Mais da metade ou 53,3% das empresas está com dificuldade para manter ou expandir as vendas. Em contrapartida, 48,8% precisa aumentar a carga de horas extras e reduzir os pedidos de férias dos funcionários. Além disso, 46,1% têm que gerenciar um problema sério: declínio da qualidade das atividades profissionais e serviços.

Como medidas para encontrar soluções, as empresas de pequeno e médio porte apontaram:

53,5% delas apostam em adicionar novas responsabilidades e desenvolvimento de multitarefas nos funcionários já existentes
51,6% investirá na expansão do recrutamento e seleção

Estrangeiros para suprir a escassez
Segundo o Sankei News, uma empresa do setor de construção civil, de Shizuoka, desabafou “por conta da reforma do estilo de trabalho, mais e mais órgãos públicos têm adotado a folga de 2 dias da semana. Assim, corremos o risco de deslocamento dessa perda em cima das médias e pequenas empresas, para o cumprimento dos prazos de construção”.

Já outra empresa de desenvolvimento de software de Hokkaido comentou “não há outro jeito senão contratar estrangeiros”.
Fonte: Portal Mie com Sankei News

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Japão quer flexibilizar idade de início da aposentadoria para até 75 anos

Ideia é permitir que idosos se aposentem mais tarde para ganhar mais

aposentadoria japao
O Gabinete Oficial do governo japonês sediou uma reunião informal com especialistas para discutir as possibilidades de criação de um sistema capaz de adiar ainda mais o recebimento da aposentadoria.

A reunião não envolveu os setores do governo responsável pelo sistema de previdência e nenhuma medida será tomada em um curto prazo.

Porém, a lei sofre alterações a cada cinco anos com base nos indicadores relacionados ao envelhecimento populacional. Segundo reportagem do jornal Asahi, a ideia pode ser levada adiante e até concretizada em alguns anos.

Por enquanto, autoridades do governo apenas ouviram a opinião de especialistas, como o economista Atsushi Seike, que disse que a ideia de permitir o adiantamento da aposentadoria é válida.

Atualmente, a idade média para começar a ganhar o benefício é de 65 anos. No entanto, idosos podem optar pelo início do recebimento entre os 60 e 70 anos. Quem escolhesse se aposentar depois dos 70 anos teria um acréscimo de 42% no valor recebido.

A ideia principal é flexibilizar ainda mais esse sistema, permitindo que os idosos escolham se aposentar com 75 anos. Representantes do governo disseram que o sistema irá apoiar os idosos saudáveis, que possuem condições de trabalhar por mais tempo.

Quanto mais tarde a aposentadoria for concedida, maior será o valor pago. Apesar deste sistema já existir de forma limitada, são poucos os idosos que aderem.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2015, apenas 1,4% dos idosos que receberam o benefício escolheu se aposentar depois dos 65 anos.

A reunião concluiu que este sistema é pouco conhecido e que o governo deve unir esforços para que as propostas de adiantamento da aposentadoria cheguem aos idosos que estão na idade de receber o benefício.
Fonte: Alternativa

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