Japão: 70% das empresas de pequeno e médio porte amargam escassez de mão de obra

Os impactos causados pela escassez de mão de obra são grandes e a situação se agrava principalmente no setor de construção civil
escassez mão de obra

A Câmara de Comércio e Indústria Japão divulgou na segunda-feira, 31 de julho, o resultado de uma pesquisa realizada entre 3,5 mil empresas de pequeno e médio porte em todo o país.

Um grande número delas, 70,9%, informou que os impactos oriundos da escassez de recursos humanos são grandes. No setor da construção civil, a falta de recursos humanos tem sido um grande problema. Em 81,8% das empresas a situação é grave, levantou a pesquisa.

A pesquisa coletou de forma mais detalhada quais são os efeitos negativos desses impactos nas empresas.

Escassez impacta nas vendas e qualidade
Mais da metade ou 53,3% das empresas está com dificuldade para manter ou expandir as vendas. Em contrapartida, 48,8% precisa aumentar a carga de horas extras e reduzir os pedidos de férias dos funcionários. Além disso, 46,1% têm que gerenciar um problema sério: declínio da qualidade das atividades profissionais e serviços.

Como medidas para encontrar soluções, as empresas de pequeno e médio porte apontaram:

53,5% delas apostam em adicionar novas responsabilidades e desenvolvimento de multitarefas nos funcionários já existentes
51,6% investirá na expansão do recrutamento e seleção

Estrangeiros para suprir a escassez
Segundo o Sankei News, uma empresa do setor de construção civil, de Shizuoka, desabafou “por conta da reforma do estilo de trabalho, mais e mais órgãos públicos têm adotado a folga de 2 dias da semana. Assim, corremos o risco de deslocamento dessa perda em cima das médias e pequenas empresas, para o cumprimento dos prazos de construção”.

Já outra empresa de desenvolvimento de software de Hokkaido comentou “não há outro jeito senão contratar estrangeiros”.
Fonte: Portal Mie com Sankei News

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Japão quer flexibilizar idade de início da aposentadoria para até 75 anos

Ideia é permitir que idosos se aposentem mais tarde para ganhar mais

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O Gabinete Oficial do governo japonês sediou uma reunião informal com especialistas para discutir as possibilidades de criação de um sistema capaz de adiar ainda mais o recebimento da aposentadoria.

A reunião não envolveu os setores do governo responsável pelo sistema de previdência e nenhuma medida será tomada em um curto prazo.

Porém, a lei sofre alterações a cada cinco anos com base nos indicadores relacionados ao envelhecimento populacional. Segundo reportagem do jornal Asahi, a ideia pode ser levada adiante e até concretizada em alguns anos.

Por enquanto, autoridades do governo apenas ouviram a opinião de especialistas, como o economista Atsushi Seike, que disse que a ideia de permitir o adiantamento da aposentadoria é válida.

Atualmente, a idade média para começar a ganhar o benefício é de 65 anos. No entanto, idosos podem optar pelo início do recebimento entre os 60 e 70 anos. Quem escolhesse se aposentar depois dos 70 anos teria um acréscimo de 42% no valor recebido.

A ideia principal é flexibilizar ainda mais esse sistema, permitindo que os idosos escolham se aposentar com 75 anos. Representantes do governo disseram que o sistema irá apoiar os idosos saudáveis, que possuem condições de trabalhar por mais tempo.

Quanto mais tarde a aposentadoria for concedida, maior será o valor pago. Apesar deste sistema já existir de forma limitada, são poucos os idosos que aderem.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2015, apenas 1,4% dos idosos que receberam o benefício escolheu se aposentar depois dos 65 anos.

A reunião concluiu que este sistema é pouco conhecido e que o governo deve unir esforços para que as propostas de adiantamento da aposentadoria cheguem aos idosos que estão na idade de receber o benefício.
Fonte: Alternativa

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Dados revisados mostram que economia japonesa cresceu 1% no 1º trimestre

Números do PIB ficaram abaixo da previsão de crescimento de 2,4%

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A economia do Japão expandiu-se a uma taxa anualizada de 1 por cento no primeiro trimestre do ano, ante estimativa preliminar de crescimento de 2,2 por cento, mostraram dados do governo nesta quinta-feira (8).

Os dados revisados do Produto Interno Bruto (PIB) ficaram abaixo da previsão mediana de crescimento de 2,4 por cento, conforme pesquisa Reuters com economistas.

A cifra equivale a um crescimento em termos reais ajustados pela variação dos preços de 0,3 por cento na comparação trimestral, contra uma leitura preliminar de um aumento de 0,5 por cento e estimativa mediana de uma expansão de 0,6 por cento.
Fonte: Alternativa

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Empresas japonesas de médio porte planejam adquirir robôs para compensar falta de mão de obra

País tenta lidar com uma população em declínio e em rápido envelhecimento

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Desesperadas para suprir a crescente escassez de mão de obra do Japão, empresas de médio porte estão planejando adquirir robôs e outros equipamentos para automatizar uma ampla gama de tarefas, incluindo fabricação, terraplenagem e serviço de quarto de hotel. As informações são do jornal Japan Today.

De acordo com uma pesquisa do Banco do Japão, as empresas com capital social de ¥100 milhões a ¥1 bilhão planejam impulsionar o investimento no ano fiscal que começou em abril em 17,5%, o maior nível já registrado.

Não ficou claro o quanto isso está sendo gasto em automação, mas as empresas que vendem esses equipamentos afirmam que os pedidos estão crescendo e o governo japonês diz que vê uma maior proporção de investimento sendo dedicado para aumentar a eficiência. A receita em muitos dos fabricantes de robôs do Japão também subiu no período de janeiro a março pela primeira vez em vários trimestres.

“A parcela das despesas de capital destinadas ao aumento da eficiência está crescendo devido à escassez de trabalhadores”, disse Seiichiro Inoue, diretor do departamento de política industrial do Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

O Japão tenta lidar com uma população em declínio e em rápido envelhecimento. A automatização poderia ajudar os fabricantes de equipamentos, elevar a baixa produtividade do país e impulsionar o crescimento econômico.

O governo prevê que o investimento em equipamentos que substituem mão de obra vai subir neste ano fiscal, disse Inoue.

A forma como o Japão lida com o envelhecimento da população proporcionará lições críticas para outras sociedades com o mesmo problema, incluindo a China e a Coreia do Sul, que terão de lidar com desafios semelhantes nos próximos anos.

“Mais de 90% das empresas japonesas são de pequeno ou médio porte, mas a maioria não está usando robôs”, disse Yasuhiko Hashimoto, que trabalha na divisão de robôs da Kawasaki Heavy Industries. “Estamos lançando aplicações e pacotes de produtos para atingir essas empresas.”

Entre esses produtos está um robô de dois braços e 170 centímetros de altura. Kawasaki diz que está vendendo bem porque pode ser adaptado para uma variedade de usos industriais por fabricantes de eletrônicos, processadores de alimentos e empresas farmacêuticas.
Fonte: Alternativa

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BC do Japão faz a melhor avaliação econômica desde crise de 2008

“A economia tem avançado para uma expansão moderada”, disse o banco central

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O banco central do Japão fez sua mais otimista avaliação da economia em nove anos nesta quinta-feira em sua reunião de política monetária, e descreveu a recente fraqueza da inflação como temporária, sinalizando confiança de que uma recuperação sustentada ajudará a alcançar sua ambiciosa meta de preços.

O Banco do Japão manteve como esperado sua política monetária, mas o presidente Haruhiko Kuroda admitiu que as percepções do público sobre as futuras altas de preços permanecem fracas, sugerindo que o banco central vai ficar atrás em relação às autoridades monetárias de Estados Unidos e Europa em encerrar seu forte programa de estímulo.

O otimismo sobre a economia e a cautela sobre o cenário para a inflação mostram que o Banco do Japão prefere manter o status quo sobre a política monetária por enquanto, dizem analistas.

“As projeções de inflação e crescimento, assim como a melhora na avaliação econômica, ficaram todas em linha com as projeções do mercado, então não houve surpresa nessa reunião”, disse Yasunari Ueno, economista-chefe de mercado do Mizuho Securities.

“Enquanto a economia mantiver seu ímpeto, o Banco do Japão vai provavelmente manter a política monetária até a próxima primavera, quando Kuroda encerra seu mandato.”

O banco central japonês manteve sua meta de taxa de juros de curto prazo em -0,1 por cento e a promessa de guiar os rendimentos dos títulos do governo de 10 anos em torno de zero.

Também deixou inalterada a promessa de comprar títulos do governo para que sua carteira aumente a um ritmo anual de 80 trilhões de ienes (719 bilhões de dólares), diante de especulações do mercado de que essa orientação poderia ser removida para abrir caminho a uma eventual retirada do estímulo.

“A economia do Japão tem avançado para uma expansão moderada”, disse o banco central na revisão trimestral de suas projeções econômicas e de preços de longo prazo, contra a avaliação do mês anterior de que estava “melhorando moderadamente como tendência”.

Foi a primeira vez desde março de 2008 que o banco central do Japão usou a palavra “expansão” para descrever a situação da economia, sinalizando sua convicção de que a recuperação está ganhando força e que não vê necessidade de estímulo adicional.

Apesar da visão econômica favorável, Kuroda lembrou aos mercados que o banco central não está nem perto de um fim de seu forte estímulo.

“Esperamos que a inflação acelere na direção de 2 por cento, mas atualmente a inflação está em torno de zero”, disse Kuroda a repórteres.

“Falar especificamente de uma estratégia de saída causaria confusão indevida nos mercados”, disse ele. “A condição para que tal debate aconteça é que a inflação alcance 2 por cento.”
Fonte: Alternativa com Reuters

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Fábrica da Toyota em Mie volta a funcionar uma semana após incêndio que atrasou produção de 4 mil carros

A empresa espera tirar o atraso na produção de três modelos em maio
fabrica toyota inabe
Uma fábrica da Toyota Shatai que pegou fogo em Inabe (Mie) voltou a funcionar normalmente nesta segunda-feira (27), uma semana após o incêndio que destruiu parte da linha de produção e montagem de veículos, informou a emissora local Chukyo TV.

Na segunda-feira da semana passada, um incêndio atingiu parte da fábrica de quatro andares que produz os modelos Alphard, Vellfire e Hiace. A Toyota Shatai é uma subsdiária da Toyota Motor.

Cerca de 800 funcionários estavam trabalhando na fábrica quando o incêndio começou, por volta das 17h30, mas todos foram evacuados e nenhum deles ficou ferido.

O incêndio começou no quarto andar da fábrica, onde fica o setor de pintura da lataria e de secagem por meio de ar quente. O trabalho nesse local é automatizado e basicamente feito por máquinas robotizadas.

As linhas, que produzem 200 mil veículos por ano, foram paralisadas a pedido do Corpo de Bombeiros por medida de segurança.

Uma perícia foi realizada nos dias seguintes ao incêndio e os bombeiros acreditam que o fogo foi causado por uma ruptura na tubulação de ar quente, que atingiu produtos inflamáveis e sensíveis ao calor.

Os modelos Alphard e Vellfire são produzidos apenas na fábrica de Inabe e a Toyota informou que seria inviável transferir a montagem para outra unidade. A paralisação de uma semana causou um atraso na produção de pelo menos 4 mil veículos.

A empresa espera tirar o atraso na produção em maio. “É meio preocupante. Vamos nos esforçar para isso”, disse um funcionário à TV.
Fonte: Alternativa

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Aichi: brasileiros em 1º lugar no recorde do número de trabalhadores estrangeiros

A província de Aichi bateu recorde de mais de 110 mil trabalhadores e os brasileiros são número 1 no ranking
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Em anúncio público efetuado em 30 de janeiro, o Escritório de Trabalho da Província de Aichi, divulgou os números finais a respeito dos trabalhadores estrangeiros. Pela primeira vez na história, fechou as estatísticas de 30 de outubro do ano passado com um número recorde de 110.765 trabalhadores estrangeiros.

Esses números mostram um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve aumento também de 13,5% das empresas e indústrias que empregam a mão de obra estrangeira, totalizando 13.893 locais.

Aichi só fica atrás de Tóquio no volume de mão de obra estrangeira, com uma fatia de 10,2% de todos os estrangeiros trabalhadores do país.

Ranking dos trabalhadores estrangeiros
Conforme citado acima, a mão de obra brasileira está em primeiro lugar no ranking.
Brasil: 29.977 pessoas ou 27% do total
China (incluindo Hong Kong): 24.679 pessoas ou 22% do total
Filipinas: 17.112 pessoas ou 14% do total
Vietnã: 14.335 pessoas ou 13% do total

Os peruanos fazem parte dos 4% da população dos trabalhadores estrangeiros.

Trabalhadores estrangeiros por visto de permanência
Os brasileiros e peruanos, além de uma parte dos filipinos possuem visto de nikkei. Assim, contribuem para a fatia dos 32% que possuem visto permanente, enquanto os estagiários técnicos têm uma fatia de 21%, seguidos dos de visto de longa permanência com 16%.

Onde estão empregados
As estatísticas mostram que 48% dos estrangeiros trabalham nas indústrias de transformação e cerca de 16% nas empreiteiras e outras empresas prestadoras de serviços.

Classificados por região, divididas em Nagoia, Owari, Nishi Mikawa e Higashi Mikawa, a capital é a que mais emprega a mão de obra estrangeira: 35%. A maioria das empresas e indústrias que empregam os estrangeiros são as de pequeno porte, de até 30 funcionários.
Fonte: Portal Mie

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