Hello Work vai permitir busca por emprego sem precisar sair de casa

Mudanças visam um relacionamento mais efetivo entre candidatos e empresas

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A agência pública de empregos Hello Work vai criar em janeiro de 2020 um novo sistema de busca por vagas de trabalho, no qual os candidatos poderão fazer todos os procedimentos sem sair de casa, usando um computador ou um celular, informou a agência de notícias Jiji Press neste sábado (11).

A Hello Work irá disponibilizar um site onde os candidatos poderão consultar todas as ofertas de emprego, entrar diretamente em contato com a empresa contratante e negociar as condições de trabalho.

O candidato precisará se inscrever no site e poderá inserir seus próprios dados, como se fosse um currículo online. Dessa forma, as empresas que estiveram precisando de trabalhadores também terão acesso às informações das pessoas cadastradas para oferecer emprego, caso encontrem perfis com as qualificações exigidas.

As mudanças visam um relacionamento mais efetivo entre candidatos a emprego e empresas contratantes, disse um funcionário do Ministério do Trabalho responsável pelos escritórios da Hello Work.

Atualmente, existe um sistema de busca por emprego via internet, mas com uma quantidade limitada de informações sobre vagas disponíveis.

A Hello Work também vai ampliar os dados sobre os empregos e as empresas contratantes, colocando informações como condições de trabalho, medidas para combater o fumo passivo e forma de pagamento de horas extras, entre outras.
Fonte: Alternativa

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Japão tem novas regras para horas extras e férias remuneradas a partir desta segunda-feira

O governo espera que as mudanças melhorem as condições laborais

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Uma grande reforma trabalhista está entrando em vigor no Japão nesta segunda-feira (1) e o governo espera que as mudanças melhorem as condições laborais em um país onde o karoshi (morte por excesso de trabalho) se tornou um grave problema.

A reforma criou novas regras, incluindo limite de horas extras e concessão de férias remuneradas, os dois itens que mais afetam diretamente os trabalhadores.

Férias remuneradas
Pelas novas regras relacionadas ao sistema de férias remuneradas (nenji yuukyuu kyuuka / 年次有給休暇), o empregador será obrigado a pedir ao funcionário para tirar férias remuneradas de cinco dias ou mais por ano, caso ele tenha direito ao benefício.

Atualmente, o trabalhador precisa fazer o pedido e muitas empresas não avisam o funcionário dos seus direitos.

Ou seja, o empregador será obrigado a dar as férias, mesmo que o funcionário não faça a solicitação.

Segundo o advogado Nobuharu Nishikawa, do Serviço de Consultas Jurídicas de Osaka, a multa pode chegar a ¥300 mil por funcionário pelo não cumprimento dessa nova regra.

Mas a empresa também pode ser processada e seus responsáveis presos pela já existente Lei de Normas Trabalhistas, caso se recuse a conceder o benefício aos funcionários que fizeram o pedido, o que configura uma infração.

As férias remuneradas de no mínimo 10 dias por ano são um direito que todos os trabalhadores têm, mas nem todas as empresas concedem por diversos fatores, como falta de mão de obra ou porque os próprios funcionários não fazem a solicitação.

O benefício é concedido a partir de seis meses de trabalho e todos os empregados com mais 80% de frequência possuem direito ao descanso de 10 dias, período que vai aumentando um dia por ano até chegar ao limite de 20 dias.

As férias caducam em dois anos. Por exemplo, o benefício de 2018 perde a validade se o trabalhador não descansar até 2020.

Os japoneses aproveitam apenas 50% das férias remuneradas e estão abaixo de todos os 19 países consultados em uma pesquisa divulgada no ano passado pelo site de viagens Expedia Japan.

Horas extras
Com as mudanças, os trabalhadores não poderão fazer mais de 45 horas extras por mês ou 360 por ano (quando não é possível fazer a contagem mensal).

Segundo o Ministério do Trabalho, essa medida valerá para grandes empresas a partir de abril deste ano e para pequenas e médias empresas a partir de abril de 2020.

A legislação, no entanto, permite que as empresas estrapolem esse limite em casos especiais ou de emergência. Mas a reforma também colocou um limite nessas situações.

Nos casos especiais ou de emergência, os trabalhadores poderão fazer até 100 horas extras por um único mês (incluindo trabalho em dia de folga) ou 720 por ano.

O número de horas extras poderá passar de 45 até seis vezes por ano. Nesse caso, a média de horas extras trabalhadas não pode passar de 80 por mês (incluindo trabalho em dia de folga).

As empresas que ultrapassarem o limite de horas extras poderão ser punidas com multa de até ¥300 mil ou prisão dos responsáveis por até seis meses.

Antes das mudanças, não havia basicamente um limite quando a empresa alegava que tinha necessidade de aumentar a produção por algum motivo específico.

Novas regras para horas extras
Limite previsto na lei

45 horas extras por mês ou 360 por ano (com punição para as empresas infratoras).

Em casos especiais ou de emergência
100 horas extras por um único mês (incluindo trabalho em dia de folga) ou 720 por ano.

Média de até 80 horas extras por mês (quando o limite de 45 horas por ultrapassado mais de uma vez por ano, até um máximo de seis vezes). Por exemplo, se um trabalhador fizer mais de 45 horas extras por quatro meses no ano, em casos especiais ou de emergência, a média desses quatro meses não pode passar de 80.

Quando entra em vigor
A partir de 1º de abril de 2019 para grandes empresas e a partir de 1º de abril de 2020 para pequenas e médias empresas.

São consideradas pequenas e médias empresas:
Setor de comércio – capital inferior a ¥50 milhões ou menos de 50 funcionários
Setor de serviços – capital inferior a ¥50 milhões ou menos de 100 funcionários
Setor atacadista – capital inferior a ¥100 milhões ou menos de 100 funcionários
Setores de produção (fábricas), construção, transportes e outros – capital inferior a ¥300 milhões ou menos de 300 funcionários
Fonte: Alternativa

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Nissan, Renault e Mitsubishi reformulam aliança após saída de Ghosn

As empresas disseram que o presidente da Renault seria o chefe do grupo

nissan renault mitsubishi
A japonesa Nissan e a francesa Renault disseram que vão reformular a maior aliança de carros do mundo para se colocarem em pé de igualdade, quebrando a poderosa presidência do ex-chefe Carlos Ghosn.

A saída de Ghosn, creditado por resgatar a Nissan da quase falência em 1999, causou muita incerteza sobre o futuro da aliança e algumas especulações que a parceria poderia até mesmo acabar.

As empresas, em conjunto com a aliada Mitsubishi Motors, disseram na terça-feira que o presidente da Renault serviria como o chefe da aliança, mas – em um sinal crítico do reequilíbrio – não como presidente da Nissan.

A Nissan disse que Ghosn possuía muito poder, criando uma falta de supervisão e governança corporativa. Não ficou claro quem se tornaria presidente da Nissan, cargo vago desde que Ghosn foi preso no Japão em novembro.

Mas as montadoras não deram nenhuma indicação de qualquer mudança imediata em seu acordo de participação acionária cruzada, que deu à Renault maior influência sobre a Nissan.

O chamado Acordo Mestre da Aliança Restaurada, que os uniu até agora, permanece intacto, disseram eles.

“Estamos promovendo um novo começo da aliança. Não tem nada a ver com as participações acionárias e as participações cruzadas que ainda estão lá e continuam em vigor”, disse o presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, em entrevista coletiva.

“Nosso futuro está na eficiência dessa aliança”, disse ele a repórteres na sede da Nissan em Yokohama.

Senard também disse que não procuraria ser presidente da Nissan, mas sim um “candidato natural” para ser vice-presidente.
Fonte: Alternativa com Reuters

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Ford vai fechar fábrica no ABC paulista este ano

Decisão deve impactar a vida de três mil trabalhadores na região

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A Ford anunciou na terça-feira (19) que vai sair do negócio de caminhões na América do Sul e fechar neste ano sua fábrica em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista.

A fábrica, que produz também o compacto Fiesta, emprega cerca de 3 mil funcionários e o impacto da decisão será “significativo” sobre o número de demissões da unidade, afirmou a montadora.

A unidade, a primeira da montadora norte-americana no Brasil, foi inaugurada em 1967, e em 2001 passou também a produzir caminhões.

A Ford afirmou que vai continuar as vendas do carro e dos caminhões F-4000 e F350 até o final dos estoques.

“Não faz sentido manter produção em São Bernardo sem manter a produção de caminhões”, afirmou a empresa.

Procurado, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC não pode comentar o assunto de imediato.

A Ford, que em caminhões compete no Brasil contra os grupos Volkswagen, Daimler e Volvo, teve vendas de 9.300 caminhões em 2018, crescimento de 19 por cento sobre o ano anterior.

O desempenho, porém, ficou abaixo da expansão de vendas do segmento no período, de 46 por cento, segundo dados da associação de montadoras de veículos, Anfavea.

Já o Fiesta acumulou vendas de 14.505 veículos em 2018, queda de cerca de 24 por cento sobre 2017, segundo dados da associação de concessionários Fenabrave.

O anúncio da Ford ocorre após a General Motors ameaçar em janeiro não continuar a operar da mesma forma no Brasil e estava negociar incentivos tributários com o governo do Estado de São Paulo, onde mantém fábricas em São Caetano do Sul e São José dos Campos.

A montadora fechou acordo com metalúrgicos, congelando salários este ano e promovendo reajuste abaixo da inflação em 2020.

A Ford também tem uma fábrica de veículos e motores em Camaçari (BA), onde produz o Ka e o utilitário EcoSport, e uma unidade de produção de motores e transmissões em Taubaté (SP).
Fonte: Alternativa com Reuters

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Taxa de desemprego cai para 2,4% no Japão; atividade industrial recua

A relação entre empregos e candidatos foi de 1,63 em dezembro

Taxa de desemprego cai
A taxa de desemprego do Japão caiu em dezembro e a disponibilidade de empregos permaneceu estável, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (1).

A taxa de desemprego ajustada sazonalmente caiu de 2,5 por cento em novembro para 2,4 por cento, correspondendo à estimativa média, mostraram dados do Ministério de Assuntos Internos.

A relação entre empregos e candidatos foi de 1,63 em dezembro. Isso ficou inalterado em relação ao mês anterior e também correspondeu à estimativa.

Já a atividade industrial cresceu no ritmo mais lento em 29 meses em janeiro, à medida que as encomendas para exportação diminuíram drasticamente, mostrou uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira, acrescentando sinais de que a guerra comercial entre EUA e China está pressionando e desacelerando a economia global.

O índice Markit/Nikkei (PMI) caiu para 50,3 pontos percentuais, com ajuste sazonal, em relação aos 52,6 em dezembro, embora tenha subido ligeiramente em relação à leitura preliminar de 50,0.

O índice permaneceu um pouco acima do limite de 50, que separa a contração da expansão em uma base mensal, mas o enfraquecimento das exportações e da produção sugere que o número poderá em breve entrar no campo da contração.

As leituras sombrias da terceira maior economia do mundo “trouxeram más notícias para o ciclo comercial global no início de 2019, com os novos pedidos de exportação caindo na taxa mais acentuada em dois anos e meio”, disse Joe Hayes, Economista da IHS Markit, que compila a pesquisa.

“Evidências sugerem que as vendas de bens relacionados a semicondutores sofreram mais, o que é um mau presságio para outros exportadores asiáticos.”

A demanda mais fraca de clientes domésticos e internacionais levou os fabricantes japoneses a cortar a produção pela primeira vez em dois anos e meio e a reduzir as compras de matérias-primas e outros insumos.

A economia voltada à exportação do Japão é sensível às mudanças na demanda global, particularmente na vizinha China, a maior parceira comercial. A guerra comercial interrompeu cadeias de suprimentos em ambos os lados do Pacífico, particularmente para eletrônicos.

As exportações do Japão em dezembro caíram e há preocupações de que elas despenquem ainda mais se os EUA cumprirem a ameaça de aumentar as tarifas sobre produtos chineses em 2 de março, caso um acordo comercial não seja alcançado nas negociações atuais.

As perspectivas para a demanda doméstica no Japão já parecem inseguras este ano, com o aumento do imposto sobre consumo de 8% para 10% em outubro.

Analistas consultados pela Reuters afirmam que as chances de uma recessão estão crescendo, embora a maioria acredite que o país ainda possa ter um crescimento econômico muito modesto no próximo ano fiscal.
Fonte: Alternativa com Reuters

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Subaru diminuirá produção no Japão em 2019

A montadora japonesa decidiu diminuir a produção para garantir inspeções apropriadas de produtos

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A Subaru disse que sua produção doméstica em 2019 sofrerá uma diminuição em comparação ao ano passado para garantir inspeções apropriadas de produtos.

A montadora japonesa anunciou na terça-feira (15) que produzirá 650 mil unidades no Japão, queda de 2%.

A empresa decidiu reduzir a produção após uma série de escândalos de controle de qualidade que incluíram falsificações de dados de eficiência de combustível e irregularidades em testes de desempenho de sistemas de freio em 2017 e 2018.

A Subaru informou que a produção no exterior deste ano aumentará em 6% ante 2018, para 380 mil unidades, em razão de vendas vigorosas nos EUA.

A estimativa é de que a produção global aumente em 1%, para 1.03 milhão de unidades.
Fonte: Portal Mie com NHK

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Com nova onda de trabalhadores estrangeiros, criação de ministério da imigração é prevista

Em abril de 2019 o Departamento de Imigração se tornará uma agência sob o Ministério da Justiça, visto que o país busca trazer mais estrangeiros para suprir mão de obra

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Com o governo determinado a criar uma nova agência da imigração em abril de 2019, algumas autoridades em Tóquio já estão imaginando um dia em que ela poderá ser atualizada para um ministério.

Visto que o país busca trazer mais trabalhadores estrangeiros para lidar com a grave escassez de mão de obra, o Departamento de Imigração se tornará uma agência no ano que vem sob o Ministério da Justiça, após a aprovação de uma lei que ocorreu em 15 de dezembro pela Dieta.

A agência oferecerá orientações às empresas que aceitam trabalhadores estrangeiros sob as categorias de vistos recém-criadas e realizará inspeções nos locais. O Ministério da Justiça solicitou um orçamento para contratar mais 585 trabalhadores a fim de preencher postos como oficiais da imigração, guardas de segurança e outros funcionários no próximo ano fiscal.

A proposta para uma futura atualização ao processo envolveria designar mais pessoas e autoridade para um possível ministério da imigração e torná-lo independente do Ministério da Justiça. Uma outra sugestão envolve juntar departamentos relacionados a residentes estrangeiros entre todos os ministérios e agências e formar um único ministério.

Um alto funcionário da Justiça disse recentemente que um ministério responsável por residentes estrangeiros poderia ser possível no futuro.

No momento há uma preocupação sobre falta de pessoal na nova agência da imigração. O governo espera que cerca de 340.000 pessoas obtenham um novo visto para trabalhadores menos qualificados nos primeiros cinco anos. No entanto, se a escassez de mão de obra do país piorar, o governo pode buscar aumentar o número de trabalhadores estrangeiros que ele trazer sob o novo plano.

Há fortes pedidos para um maior envolvimento do governo a fim de evitar que intermediários duvidosos tragam trabalhadores ao país. Nesse contexto, um alto funcionário do governo disse que poderia permitir que a agência da imigração se transforme em uma entidade independente no futuro.

A expansão da agência, provavelmente, continuará sendo uma questão para o governo, mas não está claro se a ideia de combinar vários departamentos relacionados a residentes estrangeiros sob um único ministério se tornará realidade, visto que isso poderia enfrentar resistência de ministérios e agências que perderiam autoridade e recursos humanos.
Fonte: Portal Mie com Japan Times

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