Toyota mantém fábricas fechadas na China; Japão alerta sobre impacto do coronavírus na economia

O surto pode prejudicar as exportações, a produção e os lucros das empresas

toyota china
As fábricas da Toyota Motor na China permanecerão fechadas até 9 de fevereiro, informou a montadora japonesa nesta quarta-feira (29), em resposta à propagação de um novo coronavírus após um grande aumento de mortes.

A Toyota, que administra fábricas em regiões como a cidade de Tianjin, no norte do país, e na província de Guangdong, no sul, disse que a interrupção depois do feriado de Ano Novo Lunar foi necessária devido aos bloqueios de transporte em alguns lugares, após avaliar a situação de fornecimento de peças.

O surto de coronavírus matou até agora 132 pessoas na China e infectou mais de 6.000, segundo o governo.

O ministro da Economia do Japão, Yasutoshi Nishimura, alertou que os lucros corporativos e a produção industrial podem sofrer um impacto com o surto na China.

“Existem preocupações sobre o impacto na economia global após interrupções no transporte, cancelamento de excursões em grupo da China e a extensão do feriado de Ano Novo Lunar”, disse Nishimura em entrevista coletiva após uma reunião do gabinete.

“Se a situação demorar mais para ser resolvida, o surto pode prejudicar as exportações, a produção e os lucros das empresas japonesas pelo impacto no consumo e na produção da China, e isso nos preocupa”, disse ele.

As montadoras Honda, que tem três fábricas em Wuhan, onde o surto se concentra, e a Nissan planejam evacuar alguns funcionários.

A China é o segundo maior destino de exportação do Japão. Além das montadoras, os varejistas também se tornaram fortemente dependentes do país em meio ao lento crescimento econômico do Japão e à demografia reduzida.

A Fast Retailing, que opera a popular rede de roupas Uniqlo, disse que fechou temporariamente cerca de 100 lojas na província de Hubei, onde fica Wuhan, e nos arredores.

A gigante de varejo Aeon disse que manteria seus cinco supermercados em Wuhan abertos depois que as autoridades locais solicitaram a continuidade de suas operações, apesar de algumas de suas lojas estarem fechadas.

O surto pode atingir lojas de departamento, varejistas e hotéis japoneses, que contam com um aumento nas vendas com o aumento de turistas chineses durante o feriado.

Os chineses representam 30% de todos os turistas que visitam o Japão e quase 40% da soma total que os estrangeiros gastaram no ano passado, mostrou uma pesquisa do setor industrial.

“Estamos preocupados que as vendas e o número de compradores possam cair se o surto persistir”, disse um funcionário de relações públicas da Isetan Mitsukoshi Holdings, uma importante operadora de lojas de departamento japonesa.

“Não se trata apenas de turistas chineses. Também estamos preocupados porque o surto pode manter os compradores japoneses em casa.”

Hideo Kumano, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Dai-ichi Life, disse que o declínio de turistas da China pode prejudicar o crescimento do PIB do Japão em até 0,2%.

“A maior preocupação é o risco de o impacto negativo do surto persistir e atingir a economia durante os Jogos Olímpicos de Tóquio” em julho e agosto, quando espera-se que um grande número de turistas chineses visite o Japão, disse ele.

“Se o número de visitantes diminuir em vez de aumentar, o impacto na indústria de consumo do Japão será bastante grande.”
Fonte: Alternativa com Reuters

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