Taxa de desemprego cai para 2,4% no Japão; atividade industrial recua

A relação entre empregos e candidatos foi de 1,63 em dezembro

Taxa de desemprego cai
A taxa de desemprego do Japão caiu em dezembro e a disponibilidade de empregos permaneceu estável, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (1).

A taxa de desemprego ajustada sazonalmente caiu de 2,5 por cento em novembro para 2,4 por cento, correspondendo à estimativa média, mostraram dados do Ministério de Assuntos Internos.

A relação entre empregos e candidatos foi de 1,63 em dezembro. Isso ficou inalterado em relação ao mês anterior e também correspondeu à estimativa.

Já a atividade industrial cresceu no ritmo mais lento em 29 meses em janeiro, à medida que as encomendas para exportação diminuíram drasticamente, mostrou uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira, acrescentando sinais de que a guerra comercial entre EUA e China está pressionando e desacelerando a economia global.

O índice Markit/Nikkei (PMI) caiu para 50,3 pontos percentuais, com ajuste sazonal, em relação aos 52,6 em dezembro, embora tenha subido ligeiramente em relação à leitura preliminar de 50,0.

O índice permaneceu um pouco acima do limite de 50, que separa a contração da expansão em uma base mensal, mas o enfraquecimento das exportações e da produção sugere que o número poderá em breve entrar no campo da contração.

As leituras sombrias da terceira maior economia do mundo “trouxeram más notícias para o ciclo comercial global no início de 2019, com os novos pedidos de exportação caindo na taxa mais acentuada em dois anos e meio”, disse Joe Hayes, Economista da IHS Markit, que compila a pesquisa.

“Evidências sugerem que as vendas de bens relacionados a semicondutores sofreram mais, o que é um mau presságio para outros exportadores asiáticos.”

A demanda mais fraca de clientes domésticos e internacionais levou os fabricantes japoneses a cortar a produção pela primeira vez em dois anos e meio e a reduzir as compras de matérias-primas e outros insumos.

A economia voltada à exportação do Japão é sensível às mudanças na demanda global, particularmente na vizinha China, a maior parceira comercial. A guerra comercial interrompeu cadeias de suprimentos em ambos os lados do Pacífico, particularmente para eletrônicos.

As exportações do Japão em dezembro caíram e há preocupações de que elas despenquem ainda mais se os EUA cumprirem a ameaça de aumentar as tarifas sobre produtos chineses em 2 de março, caso um acordo comercial não seja alcançado nas negociações atuais.

As perspectivas para a demanda doméstica no Japão já parecem inseguras este ano, com o aumento do imposto sobre consumo de 8% para 10% em outubro.

Analistas consultados pela Reuters afirmam que as chances de uma recessão estão crescendo, embora a maioria acredite que o país ainda possa ter um crescimento econômico muito modesto no próximo ano fiscal.
Fonte: Alternativa com Reuters

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